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DEZEMBRO 2009 - Fonte: http://www.tnpetroleo.com.br - NOTÍCIAS

Brasil deve ter até oito usinas nucleares até 2030

Especialistas de diferentes setores da área energética discutiram sobre a implantação de usinas nucleares no Brasil para geração de energia, durante o seminário “Programa Nuclear Brasileiro: Autonomia e Sustentabilidade do País”. O seminário aconteceu no dia 24/11, no auditório Freitas Ramos, na Câmara dos Deputados. O evento contou com a presença do secretário-adjunto de Planejamento e Desenvolvimento Energético do Ministério de Minas e Energia, Paulo Altaur.

O secretário destacou que o Plano Nacional de Energia – PNE 2030 – aponta cenários de implantação entre 4.000 e 8.000 MW de usinas termonucleares até o ano de 2030. Depois da construção da usina de Angra III, as duas próximas unidades estão previstas para a região Nordeste, devendo a localização destas usinas sair até o próximo ano. Paulo Altaur destacou a matriz energética do Brasil, apontando ser ela uma das mais limpas do mundo, com 45,9 % de fontes renováveis. Ele ressaltou ainda o esforço que está sendo feito no sentido de promover um mercado sustentável para fontes alternativas de energia com sinergia das políticas energética e industrial.

Outro ponto apresentado foi o fato da energia nuclear beneficiar tanto o setor de geração de energia como áreas da medicina (radiofarmacos), contribuindo para melhorar a tecnologia na saúde, combustíveis e segurança.

O presidente das Indústrias Nucleares do Brasil, Alfredo Tranjan Filho, disse que, com as centrífugas, o país poderá produzir todo o urânio enriquecido para abastecer as três usinas de Angra, no Rio de Janeiro. O MME e a Eletronuclear estudam a localização das quatro novas usinas que deverão ser instaladas no Nordeste e no Sudeste.

O presidente da Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen), Odair Gonçalves, pediu apoio aos deputados que participaram do seminário para que seja criada uma agência reguladora para o setor, além de uma política nacional para evitar mudanças de rumos em relação ao que está sendo planejado.

Durante o evento foi lançada a Frente Parlamentar Mista em Defesa do Programa Nuclear Brasileiro (PNB), que pretende assegurar a continuidade e o incremento do PNB.

Alternativa nuclear
A energia nuclear é apontada por especialistas como uma alternativa economicamente viável e ambientalmente sustentável para suceder os combustíveis fósseis, como o petróleo e o carvão, ao longo deste século.

Com apenas um terço do território prospectado, o Brasil já detém a sexta maior reserva de urânio do mundo, de acordo com dados da Associação Brasileira de Energia Nuclear (Aben). Além disso, o País domina o ciclo completo do combustível nuclear com tecnologia de ultracentrifugação. O país está entre os sete países do mundo que têm conhecimento e meios para gerar energia elétrica de fonte nuclear.

Meio ambiente
Em relação aos problemas ambientais, Odair Gonçalves afirmou que a tecnologia atual é segura e a energia nuclear é a que menos emite gases do efeito estufa. Já o secretário adjunto de Planejamento do MME, Paulo Altaur, disse que o país precisa dobrar sua capacidade de geração energética até 2030. Neste cenário, a energia nuclear teria um papel muito importante, pois apresenta atratividade econômica para geração na base, além de não emitir gases de efeito estufa.

http://www.tnpetroleo.com.br/noticia/20954/

NOVEMBRO 2009 - Fonte: http://www.tnpetroleo.com.br - NOTÍCIAS

Cada poço do pré-sal custará US$ 100 milhões
para entrar em produção, diz Gabrielli

Cada poço de extração do petróleo na camada pré-sal deverá custar aproximadamente US$ 100 milhões para entrar em produção. A estimativa é do presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, que participou na terça-feira dia 06/10, de uma audiência pública na Câmara dos Deputados.


Segundo Gabrielli, esse é o custo de um poço para a perfuração abaixo de dois mil metros, como é o caso do pré-sal. “Primeiro tem que identificar o poço, depois contratar uma sonda, tem que perfurar. Para isso, você utiliza equipamentos, você tem que completar esse poço e depois ele tem que ser preparado para entrar em produção. Isto custa em torno de US$ 100 milhões por poço”, explicou.

Para o presidente da Petrobras, a empresa trabalha com uma projeção do barril de petróleo a US$ 45 para que o poço seja econômicamente viável. “Nós trabalhamos num cenário de análise do nosso portifólio de investimentos que ele tem que ser viável se o preço do barril for 45 dólares. Não estou dizendo que o preço será US$ 45, nem estou dizendo que o custo é esse. Nós estamos analisando o nosso portifólio de projetos para ver se ele gera suficientes recursos a partir de 45 dólares”, disse. No Campo de Tupi, segundo Gabrielli, o projeto piloto aponta para uma rentabilidade de produção com o preço do barril entre US$ 40 e US$ 45.


Gabrielli também afirmou que o mapeamento dos poços e a sua produtividade é que irão revelar a sua viabilidade econômica por meio do valor de produção de cada barril. “O mapeamento é uma parte fundamental para analisar a produtividade. Ele identifica onde, e depois de saber onde você define uma curva de produção. Definida essa curva, você define o quanto tem que se investir. Ao saber quanto será investido, se faz o fluxo de investimento e chega ao preço do barril”, disse.

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