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| SETEMBRO/OUTUBRO
2008 - Fonte: PORTAL E REVISTA MEIO
FILTRANTE |
Por dentro da produção
de óleo e gás |
A indústria de petróleo
e derivados é considerada,
em toda sua extensão, desde
a plataforma de exploração
às refinarias, referência
em tecnologia de ponta, onde os
sistemas filtrantes são de
grande importância.
por Tiago Dias
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A produção de petróleo
é geralmente realizada através
de plataformas de exploração
e produção, cujas
características e dimensões
variam de acordo com a profundidade
da água, a vazão dos
poços, as propriedades locais
do oceano, a distância do
litoral, entre outros detalhes.
Para se ter idéia, a produção
é intensa. Segundo a ANP
- Agência Nacional do Petróleo,
Gás Natural e Biocombustíveis,
o volume de petróleo refinado
no Brasil gira em torno de 640 milhões
de barris por ano, enquanto a produção
nacional do gás natural fica
na média de 112 milhões
de m³.
Conforme informações
da Petrobras - Companhia Integrada
de Petróleo, no começo
o segmento era bem diferente. Nas
primeiras produções
marítimas de petróleo
no Brasil, o líquido era
retirado em lâminas d’água
inferiores a 150 metros, quando
se utilizavam plataformas fixas,
construídas em terra e posteriormente
transportadas por barcaças
e navios-guindastes para instalação
em pleno oceano. À medida
que as descobertas foram atingindo
profundidades maiores, a utilização
de equipamentos fixos no fundo do
mar ficou inviável.
A opção técnica
passou a ser as plataformas flutuantes.
E é através delas
que o petróleo cru é
extraído. O gás natural
vem associado normalmente ao petróleo
e hoje é um sinônimo
de desenvolvimento. Por conta disso,
uma plataforma é considerada
uma ilha cheia de mecanismos, tecnologias
e equipamentos necessários
para diversas etapas do processo.
Um exemplo são os sistemas
filtrantes. Existem vários
processos de filtração
na indústria do petróleo,
os quais são específicos
para cada caso.
“Além das características
técnicas inerentes ao circuito
nos quais são instalados,
o setor muitas vezes exige certos
detalhes como conexões especiais,
perda de carga limitada, posicionamento
de indicadores de saturação,
adequação de indicadores
elétricos de saturação
para áreas classificadas,
garantia de operação
da linha sem interrupção
de fluxo, entre outros”, observa
o Eng. Alex Peixoto da Assistência
Técnica da Hydac, fabricante
de sistemas hidráulicos.
A indústria do petróleo
e do gás natural compreende
diversas etapas, dando início
com a pesquisa, exploração
e produção. Na seqüência,
o transporte, armazenamento, o refino
e a comercialização,
quando o objetivo é a venda
a consumidores externos.
No caso do Brasil, por ser a Petrobras
uma companhia integrada, o petróleo
sai dos campos e se destina às
bases terrestres, as quais, através
de um sistema de logística
complexo por oleodutos, transferem
o petróleo às refinarias
adequadas ao perfil do óleo
bruto.
Exploração
e Perfuração
Os produtos derivados
de petróleo são largamente
utilizados em quase todos os segmentos
de atividade humana. O Químico
Nelson Roberto Cancellara, da Gerência
de Otimização da RECAP
- Refinaria de Capuava, em São
Paulo, explica suas origens. “O
petróleo e o gás natural
são encontrados em bacias
sedimentares e depressões
da crosta terrestre, onde foram
se formando há alguns milhões
de anos, como produto de decomposição/transformação
de microorganismos que se acumularam
no local, empregando certo tipo
de rocha denominada de “rocha
mãe” que, formada por
sedimentos de matéria orgânica,
é capaz de armazenar imensas
quantidades de hidrocarbonetos,
desde o petróleo e gasolina
natural até frações
mais leves de gás”,
conta.
O ponto de partida nesta busca é
a exploração, através
de estudos preliminares para a localização
de uma jazida e, assim, a identificação
do petróleo nos poros das
rochas. A perfuração
ocorre em locais previamente determinados
pelas pesquisas geológicas
e geofísicas. Para realizá-la,
perfura-se um poço usando
uma sonda. Comprovada a existência
do petróleo, outros poços
serão perfurados para avaliar
a extensão da jazida. Essa
informação é
que vai determinar se é comercialmente
viável ou não produzir
o petróleo descoberto.
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Produção
e Extração
A fase de extração
do petróleo começa
após a avaliação
da extensão da jazida.
Em cada poço é
introduzida uma tubulação
de aço na superfície
até o fundo, chamada
de revestimento.
Conforme informações
da Assessoria de Comunicação
da Petrobras, o espaço
entre as rochas perfuradas e
o revestimento é preenchido
com cimento, para impedir a
comunicação entre
as várias zonas porosas
que foram atravessadas pelo
poço. O passo seguinte
é descer o canhão
pelo interior da tubulação
de aço. Essa ferramenta
perfura o revestimento e o cimento
criando uma comunicação,
entre a jazida e o interior
do poço.
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Geralmente, os fluidos que migram
da rocha geradora são extraídos
através de uma coluna de produção.
Os processos de elevação
artificial têm como objetivo
maximizar o volume de petróleo
a ser extraído. Os mais utilizados
na indústria de petróleo
são: bombeio mecânico,
bombeio por cavidades progressivas,
bombeio centrífugo submerso,
bombeio hidráulico e elevação
pneumática ou gás-lift.
Segundo a Petrobras, a recuperação
secundária pode ser realizada
por técnicas tradicionais,
que são a injeção
de água (ou de gás)
ou através de técnicas
mais sofisticadas, como por exemplo,
a injeção de gás
carbônico e de polímeros,
entre outras.
Os filtros são importantes
nos sistemas de produção
de petróleo, principalmente
no processo de injeção
de água nos reservatórios.
Nas plataformas de produção,
são utilizados Filtros Cartucho
no sistema de injeção
de água, com a finalidade de
controlar a concentração
de petróleo e de sólidos
suspensos na água a ser injetada.
Como o petróleo está
nos poros das rochas, e não
em bolsões ou lagos subterrâneos,
a injeção de água
visa manter a pressão na rocha-reservatório
e deslocar o petróleo para
os poços. Para evitar o bloqueio
dos poros da rocha-reservatório
é necessário limitar
a concentração de óleo
e de sólidos presentes na água
injetada.
Filtro
Separador Centrífugo
Durante o período de produção,
há diversos problemas que podem
ocorrer devido ao acúmulo de
areia no separador de produção,
local onde o gás e a água
são separados do petróleo.
As causas são diversas: redução
do tempo de residência dos separadores
de produção, parada
de produção total ou
parcial para remoção
de areia acumulada, abrasão
dos internos de válvulas, acessórios,
bombas e instrumentos, e até
risco de vazamento de óleo
por desgaste prematuro de componentes.
Para evitar problemas na plataforma,
muitas utilizam um Conjunto Separador
Centrífugo, constituído
de um Filtro Separador Centrífugo,
um vaso coletor de areia e uma bomba
de cavidade progressiva totalmente
instrumentada, permitindo a remoção
contínua da areia produzida
sem a necessidade de se interromper
a produção. Segundo
a DBD Filtros, fabricante e distribuidora
de filtros, o retorno do óleo
limpo, no caso de aplicações
em separadores de produção
bifásico, ou água produzida,
no caso de aplicações
em separadores de produção
trifásicos, se dá utilizando-se
a entrada da linha de distribuição
já existente (espinha de peixe),
que será substituída
por um sistema de bicos edutores,
permitindo uma varredura uniforme
e sem turbulência do leito do
separador de produção.
O coletor de sólidos acumula
a areia separada, praticamente isenta
de líquido, em bags, permitindo
uma remoção rápida
e limpa, sem parar o sistema que continua
removendo a areia e acumulando no
próprio corpo do Filtro Separador
Centrífugo. “A aplicação
deste sistema proporciona grande redução
de custos no processo”, comenta
André Luis Moura, Gerente Geral
da empresa.
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Refino
O petróleo puro extraído
do poço não tem
aplicação direta,
mas sim, seus derivados. Para
que isso ocorra, o petróleo
é fracionado em seus diversos
componentes através do
refino ou destilação
fracionada. Na própria
plataforma de produção
é feita a separação
da fase gasosa da líquida.
Segundo informações
da Petrobras, o óleo vai
para as refinarias onde é
convertido em derivados (gasolina,
óleo diesel, gás
doméstico – GLP,
querosene de aviação,
óleo combustível,
asfalto, coque, nafta –
base da indústria petroquímica,
entre outros). O gás natural
é transportado por gasodutos
direto para o consumo, uma vez
que é um produto final,
pronto para o uso, sem necessitar
de maiores tratamentos. Para ser
armazenado tem que ser liquefeito.
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Existem também reservatórios
exclusivos de gás, escoado
por dutos diretamente para o consumo
na indústria como combustível,
em residências e nas usinas
termelétricas. O gás
também é utilizado como
matéria-prima para a indústria
petroquímica. É exatamente
nesse ponto de refino onde há
maior utilização de
sistemas filtrantes, principalmente
para acabamento de produtos. Os equipamentos
empregados nas atividades industriais
da Petrobras, por exemplo, utilizam
sistemas que incorporam tecnologia
de filtração, onde cada
produto obtido no refino depende de
uma série de variáveis:
da qualidade do petróleo que
está sendo processado e da
estrutura da refinaria - sua complexidade,
unidade e mercado em que atua.
“Invariavelmente, fabricamos
filtros e vasos atendendo as especificações
especiais dos clientes, principalmente
da Petrobras, onde os requisitos de
qualidade e exigências para
atendimento das condições
processuais são bastante rigorosos.
As normas usualmente aplicáveis
são N253, N1706, N1704, N266,
N2 e inúmeras Estações
de Tratamento, documentos específicos
para cada projeto que trazem informações
adicionais sobre as condições
de processo, materiais, local da instalação
etc.”, exemplifica Décio
P. Camargo Filho, Engenheiro de Aplicações
da Gascat, fabricante de equipamentos
e sistemas destinados ao transporte
e à distribuição
de gás natural e gases industriais.
Filtro
Cartucho
A aplicação dos Filtros
Cartucho, por exemplo, pode ocorrer
na etapa de acabamento, na remoção
de água e contaminantes, como
explica Nelson, da RECAP:
“Os Filtros Cartucho são
empregados no tratamento de água
de processo, normalmente como macro
barreiras, condicionando o fluxo antes
da entrada para um processo mais refinado
de polimento, onde partículas
mais grosseiras, se presentes, causariam
baixo rendimento desses sistemas”,
comenta.
O Eng. Edison Ricco Junior, da Apexfil,
que fabrica e comercializa filtros
industriais, observa que as opções
para sua utilização
são bem amplas:
“Pode-se aplicar em qualquer
etapa de processo que se queira obter
uma melhor performance do fluido ou
proteção de equipamento.
Podem reter partículas, gotículas
ou qualquer corpo estranho que se
queira retirar do processo”,
diz. Por conta disso, o filtro pode
sofrer algumas variações
de acordo com as necessidades, como
por exemplo:
- Elemento filtrante com grau de remoção
de 4,5 micra;
- Classificação absoluta
(segundo NFPA, método ISO –
4572 adaptado);
- Eficiência de 99,98%;
- Equivalente a índice Beta
5000, conforme norma ANSI B93.31 ed
1973;
- Confeccionado em polipropileno plissado.
Membranas
Membranas filtrantes são utilizadas
para o polimento. Podem-se utilizar
processos como microfiltração,
ultrafiltração, nanofiltração,
osmose reversa ou eletrodiálise.
A técnica ou processo é
escolhido para atender aos requisitos
da especificação da
água permeada em questão,
levando-se em conta também
o custo do empreendimento. Veja, na
próxima página, a relação
das técnicas de filtração
por membranas e dados comparativos
entre elas.
Além do uso em polimento de
água, a filtração
por membranas é muito difundida
também para separação
de um determinado componente de uma
mistura gasosa. Tais aplicações
são específicas e não
necessariamente custosas, porém,
proporcionam um rápido retorno
do capital empregado.
Filtros
especiais e de processos
Nas refinarias também são
utilizados regularmente filtros de
tela nas sucções das
bombas e outros tipos de filtros especiais
em diversos tipos de processo, como
na produção de parafinas,
em soluções para tratamento
de gases, entre outras aplicações.
Segundo Maurício Biral, da
Engenharia de aplicações
da Tech Filter, os filtros de sucção
são fabricados com malha grosseira
para reter eventuais peças
soltas, como por exemplo, parafusos,
protegendo assim a bomba. Maurício
também comenta sobre os Filtros
Cesto: “Às vezes, são
conhecidos também como Filtros
de tela, semelhantes aos de sucção,
filtros grosseiros, contra eventuais
partículas na linha”,
comenta. Ambos são séries
especiais que possuem características
construtivas e de performance, conforme
a necessidade exigida, sendo capaz
de atender as normas internacionais
relacionadas ao processamento do petróleo
e seus derivados. “Como características
de maior destaque estão as
opções construídas
em aço inoxidável e
faixas de pressão, indo desde
a aplicação como filtros
de sucção até
situações com pressões
de 1.000 bar”, esclarece Alex
Peixoto, da Hydac.
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Já os filtros de processo também
estão disponíveis em
uma diversidade bem ampla de opções,
muitas vezes utilizando um meio filtrante
diferente, desde os com grande abertura
para filtração grosseira,
até o grau de retenção
absoluto, utilizando diferentes materiais
construtivos, como exemplifica Alex:
“No caso dos filtros de processo,
podemos citar desde os modelos mais
simples, utilizando cartuchos descartáveis
ou laváveis manualmente, indo
até os modelos autolimpantes
retrolaváveis, que permitem
vazão permanente oferecendo
baixíssima perda de carga”.
Entretanto, os filtros de processo
para fluidos são utilizados
para a retirada de uma massa muito
grande de contaminantes, ou para garantir
que em uma única passagem sejam
retidos todos os contaminantes acima
de um determinado tamanho.
Filtros
hidráulicos
Filtros de aplicação
hidráulica e de proteção
de sistemas de lubrificação
são aplicados em praticamente
qualquer tipo de circuito, inclusive
aqueles que possuem características
específicas ao setor como aplicações
off-shore, submarinas, em áreas
classificadas, entre outras. “Os
filtros hidráulicos e de lubrificação,
forçada a óleo são
utilizados para garantir a manutenção
de níveis estabilizados de
limpeza do fluido hidráulico
ou lubrificante em circuitos que utilizam
normalmente óleo de base mineral,
podendo haver aplicações
especiais com fluidos sintéticos,
porém com o mesmo objetivo
de limpeza”, explica Alex.
Soluções
para gases
O gás é filtrado praticamente
em todo o processo produtivo, podendo
ser utilizados filtros coalescentes
ou mesmo algum outro filtro, como
tipo cesto com malha fina para retenção
de particulados.
“Filtros coalescentes são
usados para ar comprimido e gases
em geral, para a retenção
de particulados e, principalmente,
para remover óleo e água”,
explica Maurício, da Tech Filter.
Na exploração, o gás
é separado do óleo,
hidrocarbonetos e água que
se apresentam nesta fase da produção.
Após isso, segundo o Eng. Décio,
da Gascat, o gás é novamente
tratado visando a separação
mais fina e preparando-o para o transporte.
“Durante o processo de transporte,
o gás é bombeado e filtrado
continuamente, visando a retirada
de hidrocarbonetos e óleo lubrificante
injetado pelo processo de compressão
(filtros coalescentes). Nos city gates
o gás sofre mais um tratamento
de filtração, com filtros
combinados ciclone e cartucho separadores,
visando a adequação
do mesmo para a etapa de regulagem
e medição”, explica.
Finalmente, durante a distribuição
ao usuário, o gás é
novamente filtrado e tratado antes
do consumo final.
Filtro
prensa
Na extração de petróleo,
em alguns casos utilizam-se filtros
prensa para a filtração
do produto in natura, removendo desta
forma os sólidos em geral arrastados
nesta operação, antes
do mesmo seguir para os próximos
passos de beneficiamento industrial.
“Pode estar presente no fluxo
produtivo desde a entrada da matéria-prima,
processos de manufatura e beneficiamento
intermediários (por exemplo,
clareamento com carvão ativado)
e fornecimento final (por exemplo,
garantia de isenção
de particulados no envase)”
explica Renato Marne, Gerente Industrial
da Tecitec.
A filtração do óleo
ou seus insumos, pode ser realizada
sempre que houver a necessidade de
remoção dos sólidos
presentes e indesejáveis ao
processo seguinte ou mesmo do produto
final.
“É bastante aplicada
durante o processo de preparação
e acabamento, onde há mistura
de insumos como aditivos, adsorventes,
sequestrantes, adicionados ao óleo
na forma de sólidos, ou também
possíveis sólidos originados
durante as reações químicas
para a preparação do
produto, os quais devem ser removidos”,
diz Renato.
A diferença é que em
virtude dos processos requeridos nas
indústrias, muitas vezes o
produto tem que ser filtrado em temperaturas
elevadas, requerendo, portanto, placas
especiais confeccionadas em alumínio,
ferro fundido e até mesmo aço
inoxidável. Os elementos filtrantes,
por sua vez, também são
confeccionados com tecidos técnicos
especiais e, em muitos casos, utiliza-se
o papel com elemento filtrante.
Produtos
Acabados
Quando os produtos saem do processo
de acabamento, é necessário
certificar se os mesmos estão
dentro das especificações
de qualidade com relação
ao teor de contaminantes, já
que alguns deles, tais como gasolina,
diesel, querosene e gasolina de aviação,
óleo combustível, são,
na realidade, uma mistura de vários
lotes produzidos nas diferentes unidades
da refinaria. Há remoção
de particulado sólido no produto
acabado também, conforme conta
Edson P. Castro, Executivo de Vendas
da 3M/Cuno, fabricante de filtros
para o segmento:“Dessa maneira,
garante-se a qualidade final sem a
necessidade de reprocessamento, além
de reduzir os problemas causados por
incrustações nos equipamentos
de distribuição que
provocam a necessidade de manutenção
freqüente e alto custo de reparo”.
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Tratamento
de Água
Água Industrial: Como qualquer
outra planta industrial, as plataformas,
refinarias e todas as indústrias
do segmento tratam suas águas
e efluentes. Os filtros aparecem inicialmente
na pré-filtração
das águas industriais. Segundo
Edson, os elementos instalados podem
ser fabricados com polipropileno ou
celulose. “Os Filtros bags e
cartuchos são instalados em
série para reduzir a quantidade
de material particulado, garantindo
a qualidade da água para a
proteção da osmose reversa,
das colunas de troca iônica
ou dessalinizadores; diminuindo o
consumo e o custo de produtos químicos
e mão de obra com a limpeza,
e reduzindo o make-up de resina”,
explica.
Água Injeção:
Como já visto, há também
o tratamento da água para injeção
nos poços de petróleo,
onde são utilizados Filtros
Cartucho de 5 micra High Flow, conforme
conta Edson.
“O principal objetivo é
a filtração, proteger
a formação da obliteração
por material particulado, o que impediria,
com o tempo, a injeção
de água e, conseqüentemente,
a produção de petróleo,
minimizando o número de intervenções
nos poços de injeção
para limpeza por ataque químico
e/ou térmico da formação,
além de evitar o faturamento
da formação por entupimento
dos poros”, esclarece.
Segundo informações
da Petrobras, os processos para o
tratamento de água variam conforme
o uso a que se destina. Por exemplo,
para água de refrigeração
usa-se a clarificação
(geralmente utiliza-se Filtros de
Areia) e a cloração,
já para a água de caldeiras
faz-se também a desmineralização
com resinas trocadoras de íons
ou por osmose.
Quanto aos efluentes, os tratamentos
se classificam em primário
(remoção de óleo
e graxas em separadores mecânicos
tipo API e flotadores), secundários
(biodigestão aeróbica)
e terciários (filtração
em carvão ativado, em casca
de nozes etc).
A escolha do conjunto de sistemas
é feita levando-se em conta
a qualidade e vazão do efluente,
o corpo receptor e a legislação
do local. Em termos de reúso,
há a água de processo,
usada nas etapas de dessalgação
do petróleo e lavagem de gases.
Distribuição
e Comercialização
A atividade de distribuição
engloba a aquisição,
armazenamento, transporte, comercialização
e o controle de qualidade dos combustíveis.
A empresa responsável por esta
atividade é a subsidiária
Petrobras Distribuidora, que mantém
um rigoroso sistema de controle de
qualidade: o Programa De Olho no Combustível.
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O caminho para o óleo e gás
chegarem ao comércio é
comprido, mas muito bem amparado por
equipamentos como os sistemas de filtração,
para que cada etapa do processo seja
realizada com eficácia e qualidade.
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PORTAL E REVISTA
MEIO FILTRANTE
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